quinta-feira, 2 de março de 2017

Ser mãe

Desde que a minha filhota nasceu que me tenho dedicado à maternidade quase a cem por cento. Dedico-me a ela de corpo e alma, sempre ela em primeiro lugar. Depois o pai e só depois eu. Estou sempre a renunciar a alguma coisa, a esquecer as minhas necessidades em prol da M. e do papá. E conscientemente diga-se. Vai desde coisas básicas como ir fazer a depilação, arranjar as unhas, lanchar com uma amiga, ler um livro, dormir até...
Quando, por milagre, faço algo por mim e para mim, sinto-me culpada, acho que devia era aproveitar o meu tempo para estar com a minha filha. Sinto muitas vezes culpa por achar que se sair para fazer alguma coisa sem ela, estou a descurar a atenção que lhe dou ou fazê-la sentir saudades minhas.
Ser mãe era  e ainda é o maior sonho da minha vida, mas é difícil encontrar o equilíbrio entre ser mãe e ser mulher. 
Aos poucos tenho percebido que não é saudável para mim e para a minha família não me dedicar a mim um bocadinho que seja. Aprendi que preciso de estar feliz comigo mesma para poder me dedicar totalmente a eles. Aprendi a confiar nos avós, entregar a minha filha e saber que ela vai ficar bem sem mim, saber que posso fazer algo por mim. Preciso ter esse tempo para as minhas coisas, por mais fúteis que sejam, para respirar sozinha, ouvir-me a mim mesma.
O problema é crónico, social e cultural. 
Temos a ideia de que ser mãe é o principal papel a desempenhar. O mais importante e mais crucial, e por isso elevamos demasiado as expectativas e colocamos demasiado peso em nós mesmas. Mas acredito que vou conseguir balancear todos os papéis que desempenho, para que com isso possa me tornar uma mãe ainda melhor.




12 comentários:

  1. Como te percebo... Qualquer coisa que faça que não seja estar com ela, nos tempos em que, teoricamente poderia (ou seja, não estando no trabalho), faz-me sentir culpada. E isto é mau.
    Já tenho conseguido deixá-la em casa dos avós e tal mas... fica sempre o bichinho a remoer na cabeça...

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  2. Não, não deixes de olhar para ti!
    Não se trata de sermos nós ou eles primeiro, mas há tempo para tudo!

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  3. Como eu te entendo....agora tenho a pequenina com 2 meses, o meu filho tem 6 anos...ás vezes entro em streess e sinto-me frustada porque não consigo dar a atenção que precisa o mais velho...enfim, tenho que ir aprendendo a digerir estas emoções um dia de cada vez! E fazer o meu melhor! beijinhos

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  4. Eu que já passei por isso agora passo pelo netos. Primeiro eles depois o restante
    Kis :=}

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  5. Espero que seja uma mãe calma e controlada, mas acho que vou sofrer bastante com esta pressão social!

    THE PINK ELEPHANT SHOE // INSTAGRAM //

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  6. Eu não sou mãe por isso não sei a minha opinião vale muito mas, acho que antes de sermos mães somos mulheres e devemos arranjar sempre tempo para nós nem que seja para coisas simples como, sei lá, esticar o cabelo por exemplo. Não somos só nós que fizemos a criança, existe um pai e ele tem todo o dever quanto uma mulher de cuidar de uma criança. Por isso, põe a M. nos braços no teu namorado e vai cuidar de ti! Vais-te sentir outra de certeza :)

    E. ♥ Meet me for Breakfast

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  7. Não te esqueças de ti, nem te remetas para último plano sempre.
    Daqui a uns tempos pode mexer com o teu psicológico. Tem atenção.

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  8. Na minha opiniao, a pior coisa a fazer é não cuidares de ti própria.
    Porque o tempo passa e depois começas a dar em doisa, stressas por tudo e por nada...
    Tira mesmo um tempo para ti...
    Os avós de certeza que cuidam muito bem dela.
    Poe te linda e maravilhosa...para depois também teres disposição, alegria e cabeça em ordem para tratares da pequena.

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  9. Acredita que depilação em dia e unhas arranjadas são direitos fundamentais de qualquer mulher e não podem mudar com a maternidade.

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  10. Eu também penso igual e espero conseguir esse equilibrio que é tão importante :)

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  11. Não te podes de esquecer de pensar em ti! Beijinhos*

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